segunda-feira, 29 de maio de 2017

Brasil é tomado de espíritos vindos da Idade Média


A onda de retrocessos que acontece no Brasil e os surtos de saudosismo doentio que tomam conta de setores da sociedade brasileira - uns querendo uma volta a 1974, outros a antes da Revolução de 1930, outros antes da Lei Áurea, e outros para o século XVIII - revela que o país tornou-se um "depósito de lixo" do Primeiro Mundo.

Desde que o Brasil surgiu como "exílio" de degredados, até parece que seus paradigmas permaneceram, apenas com adaptações do tempo. De corruptos a estupradores, passando por pessoas ainda apegadas à libertinagem moral, eles parecem não apenas resistir ao tempo, mas praticamente serem "donos" da sociedade brasileira.

A luta do moralismo extremo, punitivo e vingador, e da libertinagem convicta, impulsiva e inconsequente, pela supremacia social é notória. Somos o país do "funk" libertino e dos movimentos neo-fascistas "caboclos" (que defendem Jair Bolsonaro e afins). Somos o país em que se queimam ônibus por uma simples raivinha, que manipulamos leis ao sabor de convicções de privilegiados, e que nos assustamos ao ver o "topo da pirâmide" arder em chamas.

A crise extrema que vive o governo de Michel Temer, que em seus doze meses de vigência não gerou mais do que uma sucessão de escândalos que só se agravaram com o tempo, revela o quanto hoje a sociedade de espíritos medievais tenta desesperadamente uma marcha-a-ré humanitária, forçando o retorno a um passado que não faz sentido.

Aliás, a um passado, não. Dependendo das intenções, volta-se a 1974, ou a antes da vinda da família real portuguesa (1808, marco dos primeiros processos de modernização do Brasil), na busca paranoica e doentia de antigas vantagens sociais que não podem mais ser recuperadas.

Dentro disso, a sociedade ainda imagina que o Brasil está preparado para o futuro, ou que muitos dos paradigmas que, na verdade, são retrógrados, são vistos como "modernos". Propostas como a reforma trabalhista e a previdenciária do governo Michel Temer revelam o quanto o "velho" tenta se impor com o rótulo de "novo".

Até pouco tempo atrás, novidades só eram introduzidas no Brasil mediante o pacto com forças retrógradas. Deste modo, em vez de uma novidade romper com paradigmas velhos, ela se adapta a eles, de forma que a essência original desapareça e se reduza apenas a uma fachada para um fenômeno velho que é reciclado e "renasce" sob um novo rótulo.

Sabe-se que até a Doutrina Espírita foi vítima disso. Ela acabou sendo introduzida de maneira distorcida, através do pioneiro deturpador Jean-Baptiste Roustaing, e os esforços de tentar recuperar as bases originais de Allan Kardec foram em vão, mesmo quando a "fase dúbia", vigente desde 1975, prometesse um suposto equilíbrio entre Ciência, Fé e Religião (embora Kardec, em vez de Religião, falasse apenas Moral).

A compactuação das ideias espíritas originais com o igrejismo roustanguista formatou um suposto Espiritismo feito no Brasil que se revelou profundamente igrejista. Até as promessas de "recuperação das bases kardecianas" se limitou à "letra morta" (ou "desencarnada"?) das palestras e artigos pedantes, que só mascaravam o igrejismo extremado, que aos poucos retomou o antigo vigor roustanguista, através do acolhimento da Teologia do Sofrimento.

Num contexto em que as redes sociais da Internet se transformam em versões tecnológicas dos antigos feudos medievais, ou, na melhor das hipóteses, em tímidas maçonarias, o "espiritismo" brasileiro está se transformando num Catolicismo medieval repaginado, um "outro Catolicismo" mais conservador escondido por baixo da fachada atraente que nunca desperta suspeitas.

O projeto da "pátria do Evangelho" atribuído ao Brasil por Francisco Cândido Xavier revela uma teocracia bastante perigosa. A experiência prova, como nos casos do Império Romano, da Alemanha ou mesmo do capitalismo dos EUA, que atribuir uma nação como um "centro do mundo" sempre sugere um poder centralizado, potencialmente autoritário e sanguinário.

Os "espíritas" contam até com uma arma perigosa, para o caso de uma teocracia "espírita", que pode "justificar" a eliminação de opositores: osmitos dos "resgates coletivos" e dos "reajustes espirituais", já que o "espiritismo" brasileiro defende a culpabilidade das vítimas sob o pretexto de que elas, ao sofrerem desgraças ou tragédias, estão "pagando por merecer".

A percepção das pessoas, mesmo a ignorância e o deslumbramento - principalmente quando se vê, na propaganda "espírita", paisagens celestiais de céu azul e nuvens brancas e ilustrações com coraçõezinhos vermelhos como cerejas - , também é uma percepção medieval, porque há uma compreensão simplória da vida na qual certas armadilhas não conseguem ser identificadas.

Hoje o Brasil precisa rever seus pontos de vistas e suas abordagens. No alto da pirâmide, observa-se que o governo Michel Temer, a grande mídia (como Rede Globo e revista Veja), o Supremo Tribunal Federal, a Operação Lava Jato, todos estão sucumbindo a contradições e desentendimentos aqui e ali, desafiando a confortável percepção, vigente até pouco tempo atrás, de que se tratava de um grupo comprometido com a coerência, a transparência e a imparcialidade.

No caso do "espiritismo", ainda há aqueles que tentam justificar a deturpação e querer que os próprios "médiuns" deturpadores "recuperem Kardec". Algo como pedir para as raposas reconstruírem o galinheiro. O Brasil precisa abrir mão desse ponto de vista que nada traz de positivo.

domingo, 28 de maio de 2017

Como a religião "espírita" mascara os preconceitos sociais

SERÁ QUE UM "ESPÍRITA" TERIA CORAGEM DE DEFINIR AS PESSOAS DESSA ILUSTRAÇÃO COMO "FELIZES" OU ATRIBUIRIA A ELES O PAGAMENTO DE "SUPOSTAS DÍVIDAS"?

Juízos de valor, apelos para paciência, supostas predestinações e outros sentimentos e percepções estranhas. Nunca o "espiritismo" brasileiro se mostrou tão moralista e tão desumano, por trás do espetáculo de belas palavras e de todo o aparato de "coisas tão agradáveis" que garante a blindagem absoluta até para seus piores erros.

A religião brasileira, que, embora evoque o nome de Allan Kardec, na prática se afastou completamente de seus ensinamentos, sofre a mais profunda crise de sua trajetória. Os "espíritas" ainda não perceberam essa gravidade e esperam mais uma "retratação" de seus contestadores e que se faça a mesma promessa de usar os próprios "médiuns" deturpadores para recuperar as bases doutrinárias originais. Algo como acreditar que a raposa possa reconstruir um galinheiro.

O caráter moralista do "espiritismo" brasileiro é um dado bastante sombrio por trás de toda a fachada que encanta a todos. Na "embalagem", o "espiritismo" se apresenta como religião "consoladora", marcada pela "simplicidade" e pelo "despretensiosismo", um movimento "ecumênico" que, em tese, "acolhe todas as crenças" e uma doutrina "espiritualista" que acredita na "vida após a morte" e cuja atividade principal é a "filantropia".

No conteúdo, porém, o que se vê é uma religião medieval e perversa, na qual supostos médiuns vivem do culto à personalidade e usurpam os mortos de sua escolha, "falando" por eles. Quase nunca se recebe das mensagens do além-túmulo, pois muito provavelmente os espíritos falecidos se afastam de supostos porta-vozes que, fora do manto da matéria e das impressões terrenas, por não confiar nos "médiuns" que demonstram se autopromoverem com a usurpação dos nomes dos mortos.

Aqui na vida terrena, em que as pessoas estão dominadas pelas sensações narcotizantes das paixões religiosas, os "médiuns espíritas" são pessoas "dedicadas à caridade" e "pensadores luminosos" que certos incautos classificam até como "filósofos".

A eles, aqui na Terra, se atribui o acesso ao céu, no retorno ao mundo espiritual. Mas, lá no mundo espiritual, esses mesmos "médiuns" são vistos sem a bela máscara que fascina tanta gente: lá os "médiuns" são vistos como farsantes, usurpadores, traiçoeiros, oportunistas, mistificadores.

É duro dizer isso aqui na Terra, porque sempre vem a turma do "não é bem assim" para defender os "médiuns", mesmo quando surge alguém dizendo que "é verdade que eles erram, sim". Tenta-se salvar a reputação de um "médium espírita" como o presidente Michel Temer tenta salvar seu mandato, aproveitando uma única vírgula que fosse escrita em seu favor.

Mas a verdade é que existem muitas coisas estranhas por trás do endeusamento aos "médiuns espíritas" e suas tradicionais desculpas, como a "bondade" e as "mensagens de amor". Com um pouco mais de atenção, nota-se que essas "mensagens de amor" nada têm da beleza que se atribui e a chamada "bondade" ou "caridade" se revela uma farsa chamada Assistencialismo.

O Assistencialismo é aquele tipo de "caridade" pontual, que até traz algum benefício, mas ele é pouco e inexpressivo, seja em quantidade ou qualidade. Não é uma ação transformadora e ela não se encoraja a encarar as injustiças sociais profundas, nem de longe ameaçando os privilégios das elites, que geralmente adoram esse tipo de "caridade", que, de maneira hipócrita, definem como "bondade plena e transformadora".

Há muitas estranhezas que fazem o "espiritismo" ser uma religião ainda mais sombria do que as seitas neopentecostais, hoje alvo de críticas imensas até na grande mídia. Mas até pouco tempo atrás, figuras como Silas Malafaia eram poupadas de qualquer crítica, e os neopentecostais eram considerados semi-deuses aos olhos da grande mídia e da opinião pública associada.

O conteúdo moralista expresso em vários conceitos, "próprios" do "espiritismo" brasileiro mas que seriam reprovados sem a menor hesitação por Allan Kardec, apela para coisas sinistras que, no entanto, os brasileiros, até pela sua formação predominantemente conservadora - que existe até em boa parte dos chamados "progressistas" - , aceitam com muita naturalidade.

O juízo de valor quanto a supostas encarnações antigas é um exemplo. O próprio Kardec desaconselhava essa prática, por ela representar riscos gravíssimos de, realimentando vaidades ou vexames antigos, possa criar mais conflitos, confusões e traumas. Mas, infelizmente, essa prática de supor "vidas passadas" é um recreio muito comum entre os "espíritas", envolvendo justamente figuras "acima de qualquer suspeita" como os "médiuns" Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco.

Daí a grande gafe que o "médium" baiano fez atribuindo, de maneira generalizada e na base do "achismo", os refugiados do Oriente Médio de terem sido "tiranos colonizadores". É uma visão de profundo preconceito social que nem mesmo os eventuais terroristas que agem nas áreas da "civilização" podem justificar tamanha abordagem. O que Divaldo disse pode causar sérios danos morais a muitas famílias e lhe render um amargo processo judicial contra o "médium".

Da mesma forma, Chico Xavier perdeu a chance de pôr em prática sua tão alardeada, porém bastante duvidosa, imagem de "misericordioso", "humilde" e "caridoso", quando, no livro Cartas e Crônicas, de 1966, acusou as humildes vítimas do incêndio em um circo de Niterói, cinco anos antes, de terem sido "romanos sanguinários". O juízo de valor é de uma perversidade sem tamanho e casos similares já renderam processos judiciais.

A acusação também remete ao mito do "gado expiatório" que os "espíritas" definem como "resgates coletivos", atribuindo um suposto destino comum a tragédias que envolvem várias pessoas. Uma visão completamente equivocada e discriminatória, além de completamente ilógica, por atribuir até mesmo a grupos de pessoas desconhecidas entre si uma "missão espiritual" supostamente comum, se esquecendo que, se alguém "paga pelo que fez", esse "pagamento" é individual.

O mais grave é que Chico escondeu seu juízo de valor severo usando um duplo pseudônimo: "Humberto de Campos", por falsidade ideológica, e "Irmão X", para se livrar de processos judiciais, lembrando que Chico fez uma armação para seduzir Humberto de Campos Filho em 1957, apelando para os recursos de manipulação Ad Passiones (apelo à emoção) e exibição de Assistencialismo (caridade paliativa, que mais beneficia o "benfeitor" do que o necessitado).

O moralismo do "espiritismo" tem um lado ainda mais sombrio: a adoção dos princípios da Teologia do Sofrimento, corrente medieval da Igreja Católica. É um efeito natural da "catolicização" do "espiritismo" no Brasil, de raízes fincadas no livro Os Quatro Evangelhos de J. B. Roustaing, que gerou uma inclinação igrejista que vigora até hoje no "movimento espírita".

A Teologia do Sofrimento foi introduzida a partir dos apelos de Chico Xavier, ele mesmo um católico ortodoxo. Essa corrente apela para a aceitação do sofrimento, vendo a vida humana como se fosse uma "competição" ou um "serviço militar". A ideia é "quanto pior, melhor": aceitar desgraças sucessivas, perder o controle do próprio destino e virar um "brinquedo" das adversidades da vida, como um meio de "acelerar" a obtenção de "bênçãos futuras".

Nenhum "espírita" assumiu defender a Teologia do Sofrimento de forma nominal. Mas assumiu pela defesa de ideias próprias dessa corrente, o que é ainda mais grave. E esse moralismo sombrio é também fonte de profundos preconceitos sociais, tal qual o juízo de valor que, de forma generalizada e à revelia da Ciência Espírita, acusa sofredores de terem sido supostos algozes em outras vidas.

A Teologia do Sofrimento "espírita" é uma verdadeira apologia às injustiças sociais e mostra o quanto o "espiritismo" brasileiro é restritivo justamente na sua suposta qualidade que garante a maior blindagem que recebe (da mídia, da Justiça, da comunidade acadêmica, da opinião pública etc), como um "PSDB da religião", se não fosse o inferno astral que hoje sofre o partido político "tucano".

Isso porque o "espiritismo" brasileiro, através dessa abordagem moralista, tanto apela para os sofredores "aguentarem o sofrimento" quanto para "perdoar os algozes nos seus abusos". Ou seja, cria-se uma "fraternidade" hipócrita, na qual os sofredores têm que se contentar com suas desgraças e debilidades, enquanto aceitam, também, que privilegiados vivam longos anos em seus abusos.

Para piorar, o "espiritismo" acredita num processo chamado "fiado espírita", que faz com que pessoas possam praticar maldades ou demais abusos sem que sofressem profundas privações morais, às vezes até sofrendo alguns danos, mas no limite em que se preservem os privilégios e vantagens sociais. A ideia é "errar à vontade" para "pagar por tudo na próxima encarnação".

Os "espíritas", diante disso e diante das aflições dos sofredores, ainda adotam uma postura bastante sádica: a de, eventualmente, perguntarem: "O que é uma aflição de décadas diante da eternidade da verdadeira vida?". Isso revela a completa insensibilidade e desumanidade que está por trás da "linda embalagem" que faz do "espiritismo" a "religião mais querida do Brasil".

Pergunta-se se, nos tempos da escravidão, o tão tido como abolicionista e libertador "espiritismo" brasileiro iria dizer, para escravos castigados com instrumentos de tortura, que eles eram "felizes" e "abençoados" e que a terrível desgraça é uma "brilhante oportunidade" para se preparar para as "bênçãos futuras".

Ou então pergunta-se, de outro modo, se os "espíritas" julgariam os escravos como "pagadores" de uma "oportuna dívida", por terem sido "algozes" em alguma suposta encarnação mais antiga e que, se essa tese fosse verdadeira, provavelmente teria sido superada há anos.

Tanto num caso como em outro, os "espíritas" revelam sua cruel desumanidade, o que nos faz ver o sentido que teve uma pediatra do Mato Grosso em acusar uma menina de sete anos de ser "culpada" pelo estupro que sofreu por ter sido "sensual" em outra vida.

sábado, 27 de maio de 2017

O atentado em Manchester e as predições da "Data-Limite"


O atentado em Manchester, ocorrido há poucos dias, foi um episódio chocante durante uma apresentação da cantora e atriz estadunidense Ariana Grande - conhecida pelo seriado Victorious - na histórica cidade inglesa, conhecida por sua indústria têxtil.

Foi na noite do dia 23 de maio de 2017, no Manchester Arena, depois que Ariana cantou uma última música. Balões haviam sido jogados para o clima de encerramento da apresentação, quando, de repente, fortes explosões foram ouvidas, cujo impacto causou várias mortes e dezenas de feridos. Na ocasião, 19 pessoas morreram, e mais outras três após o socorro médico. O terrorista Salman Abedi, de 22 anos, foi um dos mortos identificados mais tarde.

O episódio revela circunstâncias misteriosas que indicam a controversa trajetória do Estado Islâmico, grupo terrorista que depois assumiu a autoria do atentado. Segundo revela o portal Cinegnose, Manchester já havia sido pensada nas medidas de segurança contra o terrorismo e o aparente descaso da polícia inglesa em evitar uma tragédia dessas.

Consta-se, segundo o mesmo portal, que Abedi era de uma família que está associada a organismos de combate ao Islamismo e com relações com autoridades da OTAN (Organização Tratado do Atlântico Norte). O pai de Abedi chegou a aparecer em fotos ao lado do senador do Partido Republicano dos EUA, John McCain, e do atual presidente do referido país, Donald Trump.

A situação é muito complexa, e talvez não fosse bom apelarmos para a tradicional abordagem "espírita" que, mais uma vez, baterá na tecla do "resgate coletivo" e na atribuição de que as vítimas teriam sido "tiranos sedentos por sangue" em encarnações longínquas e virtualmente superadas.

Há toda uma reunião de contextos relacionados ao atentado, ocorrido no final de um evento de música pop, envolvendo um público de pessoas jovens e realizado em um país considerado um dos mais ricos e símbolo da ideologia político-econômica do Capitalismo.

Evidentemente, há o choque entre o reacionarismo "fundamentalista" do Estado Islâmico e o conservadorismo pragmático do Capitalismo, e questões de crise sócio-cultural que fazem com que o Primeiro Mundo entre num processo de decadência e de muitos impasses, como se viu na França, nos atentados contra a redação do periódico Charlie Hebdo e na chacina na boate Bataclan, durante outra apresentação musical, a da banda Eagles of Death Metal.

Isso não significa que o Hemisfério Norte está preparando a própria morte. Afinal, em termos comparativos, Europa e EUA, por serem regiões socialmente mais antigas, estão mais preparadas do que o Brasil para sofrer sérios impasses extremos, e hoje o nosso país sofre um profundo retrocesso político e um clima de desordem e desgoverno.

O que falta na Europa e EUA é como estabelecer tais soluções e como enfrentar movimentos de retrocessos sociais como o "fundamentalismo islâmico" ligado a atos terroristas, uma facção de retrocessos religiosos que pode divergir do Capitalismo quanto aos paradigmas de vida moderna, mas que são suspeitos de serem "jagunços" da geopolítica estratégica do Imperialismo capitalista.

Em todo caso, o cenário diverge, e muito, das predições que Francisco Cândido Xavier havia feito sobre a "Data-Limite". Em narrativa controversa dada por Geraldo Lemos Neto, mas condizente com muito do que havia escrito Chico Xavier, a "profecia" de que em 2019 o Hemisfério Norte caminharia para uma decadência e só seria poupado se aceitasse a "missão de fraternidade" trazida pelo projeto do "Brasil, Pátria do Evangelho".

Já questionamos o perigo desse mito da "pátria do Evangelho" atribuído ao Brasil, porque esconde um projeto imperialista de uma nova teocracia nos moldes do Império Bizantino. Tudo é bonito no enunciado, como o próprio enunciado do Catolicismo medieval também era bonito, falando da "religião de Cristo" feita pelos seus antigos algozes. A "pátria do Evangelho" seria um projeto de "espiritismo" feito sob o ponto de vista de seus deturpadores.

O que se pode dizer sobre o atentado no Manchester Arena é que ele reflete a mesma complexidade dos últimos tempos como nos atentados ao Charlie Hebdo, à boate Bataclan, a uma corrida em Boston (EUA), entre outros eventos. Revela uma série de relações entre modernidade e obscurantismo social, moral e cultural - neste caso, podemos incluir também a idolatria doentia do assassino da cantora Christina Grimmie - , além do profundo atraso mental nas redes sociais.

Esses são os problemas que nenhum messianismo religioso aqui e ali poderão resolver. Sobretudo o "espiritismo" e sua retórica da "pátria do Evangelho". Aliás, isso só pode piorar, na medida em que pretextos "fraternais" sugerem algo mais sombrio, que é a construção de uma teocracia a exercer supremacia político-religiosa sobre o resto do mundo, coisa que já produziu tragédias semelhantes em várias experiências.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A blindagem do "movimento espírita"


Estranha situação do "espiritismo" deturpado que o deixa numa vantagem bastante suspeita. Criam-se fakes literários ou de artes plásticas, veicula-se um moralismo velho, um igrejismo medieval e um espetáculo oco de belas palavras, e nada atinge o "espiritismo", que já tem como "pecado original" sua inclinação à catolicização de J. B. Roustaing.

Isso é muito preocupante. Qualquer um que tenha um casarão que supostamente atenda pessoas miseráveis e doentes e excursione pelo país transmitindo uma retórica enfeitada de belas frases pode se apropriar de um morto qualquer, criar uma mensagem fake e, dependendo do caso, enganar até mesmo os familiares, desde que capriche nos apelos igrejistas e nas palavras dóceis e igrejeiras.

Se o espertalhão tem tais requisitos e cria quadros falsos, ninguém mexe nele. Se ele cria fakes literários, com livros que não condizem com os estilos originais dos autores falecidos, tudo isso se deixa passar e cria-se até uma "obra paralela" para cada artista morto, uma produção supostamente espiritual que pode destoar do estilo original do autor alegado, desde que apresente mensagens "positivas" e "lições de vida".

O "espiritismo" brasileiro chegou a uma situação deplorável na qual o vazio doutrinário - a "fase dúbia" não cumpriu a "recuperação das bases kardecianas", que no fundo foi conversa para boi dormir - é compensado por aparente filantropia e pelo espetáculo de palavras dóceis que não medem escrúpulos para pregar um igrejismo entusiasmado.

Sim, o "espiritismo" que nunca se identificou de verdade com as obras racionais de Allan Kardec sempre se dissimulou ante qualquer irregularidade. Em muitos casos, a doutrina igrejeira se reduz a um mero receituário moral mais simplório e a um artifício de belas palavras e supostos atos de caridade.

Isso é assustador. Uma doutrina que renega seu precursor embora finja ser-lhe absolutamente fiel, é dotada da mais absoluta blindagem. Até pouco tempo atrás, o "espiritismo" era o PSDB da religião, até o referido partido político ser alvo de denúncias que não se pode mais esconder.

Ninguém desconfia, por exemplo, por que "espíritas" fazem tantas palestras para ricos, em troca de medalhas e títulos terrenos, enquanto a "caridade" que eles tanto praticam é frouxa, traz resultados medíocres, e isso quando traz algum benefício além de umas doações de proveito provisório.

Ninguém desconfia que, enquanto se esgotam os mantimentos das despensas das famílias carentes, duas semanas após a "transformadora caridade", os "espíritas" comemoram a referida doação, fazendo muita festa enquanto os "assistidos" voltam à carência de antes.

É muita comemoração para pouca caridade, com a clara intenção de promover mais os ídolos religiosos, em boa parte supostos médiuns, do que trazer benefícios aos necessitados. São supostas filantropias que têm mais apelo publicitário do que alguma função de transformação social, praticamente nenhuma.

E ninguém estranha, também, que os "médiuns" vivem em pleno culto à personalidade, se tornando estrelas, celebridades, atrações principais de um espetáculo de belas palavras e atos ostensivos de suposta mediunidade.

E ninguém desconfia dos arrivismos que fazem Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco, João de Deus e tantos e tantos outros alcançarem o Olimpo da adoração religiosa, a ponto deles serem considerados semi-deuses e muitos acreditarem que eles sempre tiveram em mãos o passaporte para o Céu.

Ninguém consegue admitir que essa atribuição divina a Chico Xavier, Divaldo Franco, João de Deus etc é apenas uma fantasia terrena movida pelas paixões religiosas e que, fora das impressões materiais da vida terrestre, esses "médiuns", quando retornam ao mundo espiritual, sofrem a chocante desilusão de serem não mais do que espíritos ordinários e mistificadores, exploradores da fé alheia.

E ninguém questiona coisa alguma. O mercado literário, a Justiça, a mídia, o meio acadêmico, todos apreciam esse "espiritismo" deturpado como se fosse a mais perfeita das doutrinas. O "espiritismo" sofre uma grave complacência em virtude do apego doentio que as pessoas têm às paixões da religião e outros apelos dissimularores e manipuladores.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O terrível impasse dos "espíritas"


Desesperados, os "espíritas" não conseguem admitir sua crise e ainda esperam a retratação de seus contestadores e em mais uma promessa de recuperar as bases kardecianas tendo os "médiuns" deturpadores em boa conta.

O "espiritismo" brasileiro anda em círculos e ainda tem a blindagem da grande mídia. Goza de uma imunidade tão grande que até as irregularidades das obras ditas "mediúnicas" se deixam passar. Basta fingir acreditar que a pessoa, quando morre, perde sua individualidade e doa seu talento para a caridade, passando a produzir algo "qualquer nota" em nome da "caridade".

Com irregularidades na atividade mediúnica e pregações de um moralismo conservador, além da chamada "vaticanização" de seus postulados, o "espiritismo" brasileiro vive a sua mais aguda crise, a mais extrema que pode sofrer um movimento religioso, pior do que a da Igreja Renascer em Cristo, o movimento neopentecostal que sofreu a pior decadência.

O "espiritismo" tenta abafar escândalos o máximo possível. Por sorte, conta com o apoio da grande mídia, sobretudo Rede Globo de Televisão e o Grupo Abril (principalmente Veja e Superinteressante, mas eventualmente também a Caras), dos meios jurídicos e acadêmicos e o consentimento oficial da sociedade, que vê nos seus ídolos pessoas consideradas "de elevado nível espiritual e moral".

Isso é um mito, se prestarmos atenção o quanto os "médiuns" são beneficiados pelo culto à personalidade que lhes tira qualquer função intermediária que deveria ser o princípio de sua atividade. E eles praticamente tornaram incomunicável o mundo dos mortos em relação aos vivos, porque a quase totalidade de mensagens "espirituais" é fake, consequência do hábito dos brasileiros médios de não terem concentração para determinadas atividades.

O apelo igrejeiro, com ideias herdadas de Os Quatro Evangelhos de Jean-Baptiste Roustaing, também é um sério problema. De que adianta os "espíritas" alegarem sentirem horror ou pesar à figura de J. B. Roustaing, se seguem suas ideias, devidamente adaptadas "com tempero brasileiro" pelos "médiuns" Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Querer que Chico Xavier e Divaldo Franco figurem em boa conta num esforço de recuperação das bases originais espíritas é uma utopia que, aplicada, não faz o menor sentido. A sorte é que as pessoas que seguem o "espiritismo" são muito desinformadas e só vão aos "centros espíritas" para ouvir palavras açucaradas em palestras igrejeiras, daí não entenderem as graves contradições que ocorrem no conteúdo das ideias trazidas pela doutrina brasileira.

Que "respeito rigoroso aos ensinamentos de Allan Kardec" se espera quando palestrantes, num artigo, falam da propriedade dos alertas do espírito de Erasto, e, no outro, atribuem suposta sabedoria ao igrejismo medieval de Emmanuel? Que "fidelidade absoluta a Kardec" se espera quando "médiuns" num momento falam em Ciência Espírita, e noutro defendem a "veracidade" de fantasias místicas e materialistas como "colônias espirituais" e "crianças-índigo"?

Apelar para a "fraternidade" e mostrar ações "filantrópicas" está sendo apenas a "solução" improvisada para a erosão doutrinária vivida pelos "espíritas". Reduzidos a um mero receituário moral e a clichês igrejeiros mais genéricos - como evocar os "ensinamentos de Jesus", com seus clichês católicos de "pacifismo" e "amor" - , o "espiritismo" nem por isso consegue se manter em situação favorável, apesar de toda blindagem.

A "solução" que gerou a "fase dúbia" - que é a promessa de "aprender melhor Kardec" - foi em vão, porque a "boa teoria" dos ensinamentos kardecianos acabou coexistindo, de maneira viciada, com práticas e ideias igrejeiras, transformando o "espiritismo" num engodo muito pior do que quando se assumia o apreço a Roustaing.

Isso significa que o "espiritismo" se encontra num sério impasse, diante da preocupação de ter que escolher entre abandonar a idolatria aos "médiuns" e abraçar de vez os postulados kardecianos, ou abrir mão de Kardec para salvar o igrejismo extremado dos "médiuns". Trocar Kardec por Roustaing pode ser uma medida nada confortável, porém muito mais sincera.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

"Espiritismo" acaba revelando práticas condenadas por Jesus e Kardec


Num Brasil cada vez mais atolado numa areia movediça dos retrocessos sociais, o "espiritismo" brasileiro radicaliza ainda mais seu igrejismo, a ponto de se reduzir a uma versão repaginada do Catolicismo jesuíta, atualizando sua conduta medieval apenas fazendo concessões a práticas ocultistas e esotéricas de antigos "feiticeiros".

Os palestrantes "espíritas", em boa parte "médiuns" dotados de culto à personalidade, já se equiparam aos antigos sacerdotes fariseus, que se gabavam em "estarem próximos a Deus", e o cortejavam com seu balé de palavras belas e sua oratória ornamentada ao máximo possível.

Ultimamente, se acentua o preço caro pela escolha do roustanguismo e, depois, da dissimulação em que o roustanguismo era praticado enquanto o nome de J. B. Roustaing era jogado debaixo do tapete, enquanto o pobre do Allan Kardec era bajulado a todo momento (e nunca seguido, diga-se de passagem).

Hoje os "espíritas", apavorados com tantas críticas, se dividem entre chorar seu vitimismo e apedrejar os outros (afinal, eles se acham à porta do Céu). Acusam os outros de "intolerância", "ódio" e "falta de prece", revelando o quanto os "espíritas" se preocupam com o argueiro que não há nos que criticam a deturpação, e ignoram as traves de seus olhos, cegos por um roustanguismo praticado sob o manto do suposto respeito a Kardec.

Quantas práticas o "espiritismo" não faz que deixariam envergonhados Allan Kardec e Jesus de Nazaré? Podem haver mil palavras dóceis, ilustrações com coraçõezinhos, pinturas com um Jesus agigantado segurando o planeta com a palma de sua mão, e apelos sucessivos à "fraternidade", que tudo isso é na verdade uma cortina de fumaça para um igrejismo medieval e antiquado.

Os sacerdotes criticados por Jesus em seu tempo faziam as mesmas práticas que os retóricos da "mensagem espírita" fazem: textos rebuscados, palavras belas, bajulações aos grandes mestres, presunção de proximidade com Deus, como se estivesse em mãos o passaporte para o Céu. Já se supõem até os detalhes da "festa do Céu" que acolherá Divaldo Franco assim que ele for para a "pátria espiritual".

O "espiritismo", que tanto se autoproclama "religião da caridade" e "ciência do amor", investe tão pouco em caridade, jorrando meras migalhas financeiras para praticar Assistencialismo, arremedo de filantropia que não traz resultados profundos e antes serve para a promoção pessoal do "benfeitor" da ocasião.

Enquanto isso, quantos e quantos dinheiros são investidos para palestrantes "espíritas" viajarem em bons aviões e participarem de pomposos congressos, realizados em hotéis cinco estrelas, com medalhas, diplomas, condecorações e outros títulos terrenos à espera, que nem de longe se converterão em mais pão para os pobres e enfermos?

O desprezo aos avisos do espírito Erasto, depois tardiamente bajulado e mal interpretado sob um fingido apoio dos "espíritas" brasileiros, só fez com que a doutrina abandonasse seu pioneiro codificador para se rebaixar a uma versão informal do velho Catolicismo da Idade Média. Coisa que as eternas promessas de "aprender melhor Kardec" nunca resolverão, porque desde a "fase dúbia" se promete muito isso e o resultado vemos hoje, com o "espiritismo" brasileiro em crise.

terça-feira, 23 de maio de 2017

O "espiritismo" e o Brasil preso no atraso


Quem não está tomado de paixões religiosas poderá prestar muita atenção nas doutrinárias "espíritas" e nas reuniões ditas "mediúnicas", sobretudo aquelas que marcaram a trajetória ao anti-médium mineiro Francisco Cândido Xavier.

Serão observadas energias confusas e pesadas, não porque os "amiguinhos pouco inclinados" precisam "aprender", mas porque eles é que dominam os ambientes, já que o "espiritismo", que optou desde o início pela tendência igrejeira de Jean-Baptiste Roustaing, atraiu para si energias maléficas e nocivas para muitas famílias, que contraem azar com o menor contato "amoroso" com esta doutrina igrejeira.

O "espiritismo" é um reflexo de um Brasil que mistura ambições, dissimulações, fingimentos, e tantos sentimentos, sensações e intenções bastante sombrios, mascarados pela hipocrisia que apela para os mais belos aparatos de bondade, beleza e quase perfeição.

A religião que só evoca o nome de Allan Kardec no nome, todavia, comete traições da mais extrema gravidade aos seus postulados e alertas. Não adianta o "espírita" igrejeiro fingir "querer aprender Kardec" para ter boa conta no Espiritismo autêntico. Aprende a boa teoria, numa "decoreba" doutrinária, mas depois que sai da aula volta ao seu igrejismo mais gosmento.

O quanto o Brasil está atrasado. Nas redes sociais, o que se revelou foi que uma considerável parte dos brasileiros, mesmo aqueles de elite, diploma universitário e aparentemente com alguma base informativa razoável, ainda parece dotada de valores medievais, com sérios preconceitos sociais que o aparato de modernidade, ou a pouca idade e a aparente conectividade na Internet não conseguem esconder.

As paixões religiosas, que, fora do institucionalismo religioso, apelam para aparatos como o Assistencialismo e o Ad Passiones e se apoiam na pós-verdade para explicar qualquer absurdo ou retrocesso na vida, dentro da religião propriamente dita naufragam num mar de ilusões movidas pelo açúcar excessivo das palavras e das imagens comoventes ou alegres.

O "espiritismo" brasileiro tornou-se, então, um caso gravíssimo e é assustador que ninguém se encoraje a questionar essa religião, que na prática tornou-se uma "prima pobre" da Cientologia, fartamente denunciada nos EUA, com documentários exibidos até em emissoras comerciais. Aqui até a mídia mais progressista corrobora os devaneios "espíritas" mais próprios da Rede Globo de Televisão e da revista Veja.

A onda conservadora que varreu o Brasil a partir de maio de 2016, mas que já estava latente desde o começo da década de 1990 apela para uma agenda de retrocessos assustadora, porque, dependendo do saudosismo doentio de uns e de outros, podemos regredir, em alguns aspectos, ao ano de 1974, mas, em outros, pode-se regredir até antes de 1792. Há movimentos querendo a revogação até do Sete de Setembro, movidos por neuroses extremamente doentias.

E o próprio "espiritismo" regrediu tanto que a promessa de "aprender melhor Kardec", que foi o principal aspecto da "fase dúbia" que domina o "movimento espírita" desde 1975, foi em vão. O que se viu foi o acentuamento do igrejismo, mesmo mascarado por evocações pedantes e tendenciosas à Ciência e Filosofia, ao ponto de abraçar a Teologia do Sofrimento e rebaixar o legado kardeciano a uma forma repaginada do velho Catolicismo jesuíta, de caraterísticas medievais.

Que apenas Chico Xavier fosse um devoto da Teologia do Sofrimento (fato confirmado não por assumir teoricamente essa ideologia, mas pelas ideias professadas, ou seja, um "conteúdo" manifesto sem o "rótulo"), vá lá, pela formação social que ele teve. Mas a Teologia do Sofrimento, até pela influência que ele exerceu no "movimento espírita", passou a ser o maior princípio do "espiritismo" brasileiro, muito mais do que qualquer postulado kardeciano, mesmo os mais deturpados.

Até os meios de popularizar o "espiritismo" brasileiro enfatizam mais o igrejismo, como os romances "espíritas", as sessões "mediúnicas", as reuniões nos "centros espíritas", o conteúdo das publicações desta doutrina. Poucos percebem que muitas dessas ideias e práticas tidas como "kardecistas" (termo que já se torna pejorativo em relação a Kardec) são na verdade herança de J. B. Roustaing.

O atraso do "espiritismo" brasileiro é profundo e assustador, vendo que muitos incautos imaginam que Chico Xavier e Divaldo Franco são os "donos do futuro". Duas pessoas retrógradas, o primeiro um caipira ortodoxo e ultraconservador, o outro um sujeito com ares de professor dos anos 1930, dos velhos tempos da oratória rebuscada, das ideias truncadas e do pretenso saber hierarquizado, pomposo e pedante.

Evidentemente, quem é seduzido pelas paixões religiosas, acha que isso "não faz sentido". Vai tentar argumentar, com sua "ginástica intelectual" e seu malabarismo retórico, que isso "não existe" e que o "espiritismo" é futurista e que o Brasil é o "país mais moderno do mundo", e que no Brasil só os "romanos" é que sofrem os prejuízos graves tão conhecidos no nosso cotidiano.

São argumentos desesperados de gente que quer ter a posse da verdade, sem saber sequer a natureza das situações que existem, e que são bastante sombrias. Ver que os brasileiros estão regredindo até para os padrões sociais de 79 d.C, quando Pompeia e Herculano foram destruídas pelas lavas e pedras do Vesúvio. Quantos Vesúvios teria que ter o Brasil diante de tantas Pompeias e Herculanos?